segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não me julgues




Não me julgues quando não te esperar, não me julgues quando pensar que não penso em ti. É mais fácil viver o amor no coração, no silêncio, do que espalhá-lo pelos meus lábios. Mas ainda sim, quando seus olhos se juntam aos meus não tenho como me guardar. Minhas barreiras tão naturais se desfazem e ficam a esperar um avanço seu. Um sinal de esperança que ainda resta em você é o bastante para acelerar meu coração e finalmente me dar conta que você ainda me vê apesar de achar que me apaguei na escuridão do meu coração. Acredito em você mesmo que meus olhos não possam mais ver a beleza que tu és, a memória ainda me resta pra me confortar e lembrar que você esteve aqui e foi meu porto seguro. Mesmo que essa parte de nós se vá ou já tenha ido saibas que me importei de verdade com você, com nós. Pode ter sido de um jeito meio estranho, meio torto, mas me importei. E agora não choro nossas cinzas, porque não é de tristeza que escrevo esse texto. É de lembrança, lembranças que vou guardar por toda a vida. Sem saber, me fez levantar e andar com meus próprios pés que nem eu mesmo sabia que existia. Não há limites para amar e agora eu sei.  



Ana Carolina Machado

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