terça-feira, 12 de novembro de 2013

Novas perspectivas



É diferente olhar o mundo de outro ângulo. Olhar que certas coisas, ou, a maioria delas não são exatamente assim do jeito que a gente pensa. Há muito mais simplicidade do que a gente enxerga. Será que o ser humano é tão fascinado assim em complicar a vida? Será que a gente é tão chegado em drama e auto-afirmação? Bom, acho que de maneira geral somos sim, um bando de complicadores. Mas claro em diferentes níveis de complicação, se é assim que posso chamar. O que eu quero chegar com essa conversa maluca é que estamos constantemente buscando respostas que muitas vezes estão no nosso nariz. Já parou pra pensar que aquele 'oi' sem graça que te mandaram por mensagem muitas vezes não é descaso com você? Pode ser timidez, não saber como iniciar uma conversa ou se a pessoa já tiver intimidade com você, bom há muitos aspectos que se analisar. Ok, não acham que me iludo e que pra tudo se tem uma desculpa, há pessoas que realmente machucam as outras e não dão a mínima, mas não é ai que quero chegar. O objetivo é enxergar um pouco de nós no outro, procurar ver o outro lado da história. Estamos tão focados em nós, no que vamos ser, no que temos que nos tornar que a gente esquece de preencher a vida do outro, de compartilhar momentos, às vezes estamos tão presos na gente que o que a gente doa pro outro é apenas uma migalha. Um pedaço de vida, a outra metade já está tomada por orgulho e egoísmo.  

Não sei se fez muito sentido toda essa falação. Só queria desabafar um pouco as ideias e pensamentos que estavam me rondando há algum tempo. 

Ana Carolina Machado   

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Quem sabe?





Eu não consigo. Parei de tentar entender essa confusão que a gente se tornou. Tantos olhares, abraços, beijos se misturando na escuridão, nessa sombra que me lembra solidão. Tem horas que quero parar  e voltar no tempo pra te abraçar mais, beijar mais, aproveitar e criar mais momentos. Não estou jogando nossa história fora, os momentos que tivemos na lata do lixo. Apenas acho que se eu soubesse o que sei agora, eu teria me entregado mais. Talvez a vida seja assim. Momentos. Que vem e passam.  Não me arrependo da gente ter acontecido. Só não entendo onde a vida nos colocou. Pra onde as coisas vão a partir de agora? Pra onde eu vou sem ter você me esperando lá fora? E as nossas músicas? Músicas que criei, músicas que você me deu. Cartas que a gente escreveu. É, parece que tudo se perdeu, ou, é melhor deixar escondido para não abrir mais nenhuma fresta do meu coração que está em migalhas.  Me acostumei com sua alegria, suas ligações repentinas. Nossas noites mal dormidas e até aquele frio na espinha quando você me chamava pra conversar. Talvez tudo isso tenha que ficar para trás agora, pois sei que em algum lugar, alguém está preparando novos caminhos para a gente. Mas sei também que o mundo dá voltas e quem sabe eu te encontre por ai na beira da esquina? Sozinho ou com outra menina? É, quem sabe. Quem realmente sabe?     


Ana Carolina Machado

terça-feira, 30 de abril de 2013

O que vi da vida?



Resolvi fazer um post diferente hoje. Resolvi refletir sobre a vida, sobre o que eu vi, vivi, sobre o que eu aprendi. Confesso que fiquei inspirada nessa ideia depois de ver um vídeo de uma moça falando sobre sua experiência de vida e sobre o que aprendeu das experiências que teve. Resolvi rever minha vida e me surpreender com os achados. Então vamos lá! :) 

O que aprendi? O que aprendi da vida? Sobre a vida? Sempre achei difícil responder essa pergunta. Responder sobre mim mesma, refletir a meu respeito sempre foi um certo tipo de aversão pra mim. Que sentido faz já que escrevo sobre sentimentos o tempo todo no blog, não é mesmo? Bom, o fato é que sou romântica por natureza, então escrever sobre amor e desamor é natural para mim, porém quando se fala em olhar mais de perto, ou melhor pra dentro de você, a coisa muda. Já tentei várias vezes, até saíram textos legais sobre isso, mas hoje resolvi mergulhar a fundo no assunto. Estou em buscas de algumas respostas e acho que isso vai ajudar a me encontrar. Não sei bem como começar esse assunto, então vou de uma vez mesmo. Eu acredito que o que eu tenha aprendido sobre a vida, aliás, essa pequena parte de vida que conheci, tenha sido que as coisas mudam. Não importa o quanto você se esforce pra continuar onde está, tudo muda e tudo tem que mudar. Esse é o segredo de se viver. Mudança. Essa palavra sempre me assustou e confesso que hoje ainda provoca uma certa aversão em mim, mas já não é tão grande assim. Se você olhar bem, a mudança faz parte do nosso crescimento. Apanhei muito para aprender que nem tudo é como a gente quer. Às vezes temos que dar licença para o outro ou então correr atrás daquele sonho que insiste em esconder de nós. Acho que mudança é isso. Sobreviver nas diversas situações que a vida vai te colocar e saber ser flexível a partir disso e correr atrás dos seus objetivos seja eles quais forem. Olhando para trás, vejo que o medo de mudança deixou que eu perdesse diversas oportunidades, além é claro da timidez, que era muita também. A vida me ensinou que não é ruim ser bom. Sabe, as pessoas podem se aproveitar disso, tirar proveito de você. O ser humano é assim, mas não custa nada uma boa ação por dia, um gesto de carinho, atenção, isso melhora o dia de muitas pessoas e quem sabe assim o mundo não fique um lugar ainda melhor de se viver né? Outra coisa que vi da vida é a aventura. Pois é, logo eu que tinha medo de mudanças falando em aventura. Posso dizer que quando comecei a conhecer o mundo, as pessoas fui ficando menos medrosa e passei a querer agarrar cada oportunidade, cada momento, viver com mais intensidade e agora estou na vibe de conhecer o mundo, fazer várias viagens e ter estórias para contar. Parti disso foi por causa da experiência do ano passado quando fui para a Europa. Que continente lindo! Acho que descobri minha vocação. Viajar. Mas primeiro preciso ganhar na mega-sena. HAHA. Ah, outra coisa importante que a vida me ensinou, foi conhecer o amor. Não só por outra pessoa, mas, também por mim. Eu me apaixonei por mim e nunca havia reparado como eu não me conhecia em nada até chegar o amor e balançar tudo, virar tudo de cabeça pra baixo, revirar todas as coisas que eu tinha como certa. Tive que me reequilibrar e foi ai que eu me descobri, me descobri uma pessoa totalmente diferente do que eu achava que fosse. Me permiti libertar os sentimentos, sentir realmente as coisas, parar de guardar e começar a falar tudo, tudo mesmo. E foi ai que me senti mais convencida a me aventurar mais, a descobrir o que a vida pode me dar. Foi isso que eu vi da vida por enquanto nesses 20 anos de existência (quase 21). É, espero que ela e eu sejamos boas amigas até daqui a muito tempo, quando eu partir. Enfim, é isso que eu vi da vida.

Ana Carolina Machado 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cadê você?



Ei, cadê você? É. Você mesmo. Não se esconda não, já cansei de te procurar por aí. Em cada buraco, cada esquina, cada beco você encara meu olhar e quando pisco você se vai. Será quem um dia vamos ter tempo suficiente para sentar e conversar? Para eu saber das suas cores favoritas, suas comidas, seus livros, filmes e piadas. Saber como anda a vida e se ainda faço parte dela. Está se tornando mais difícil os quilômetros de distância que nos atrapalham. A paciência já avisou que em breve irá partir e eu. Bom, eu tenho esperança que isso tudo acabe logo e que eu possa finalmente olhar pra você e dizer: finalmente a gente se encontrou.  Mas nada pode ser tão simples assim não é? A vida sempre arranja um jeito de complicar. Pra quê? Não sei, mas talvez ela esteja curtindo com a nossa cara. Já perdi a conta de quantos textos escrevi só para diminuir o vazio que se instalou em mim. Perdi a conta de quantas vezes roí a unha, por ansiedade, saudade de você. Acho que nem me conheço mais. Não consigo controlar mais nada. Meus sentimentos agem por conta própria, sem permissão de partida. Meus desejos se tornaram desesperos e minha vida ficou de cabeça pra baixo. Virou uma confusão e agora não consigo mais me achar em nenhum lugar.  Já estou nessa confusão a tempos demais. Ficar nesse ciclo cansa. Então, cadê você? Cadê os nossos planos? Nossas risadas? Nossos olhares? Abraços? Vontades? Me diga, cadê você? 



Ana Carolina Machado 

domingo, 14 de abril de 2013

Grito ao Amor



Hoje o dia está estranho, parece que o tempo parou.
A cidade anda calada, cadê o seu grito ao amor?
Eu renunciei a muito tempo a quem não soubesse amar
pequenos detalhes da vida, aqueles que fazem a gente lutar.
Talvez este seja mais um texto de poesia? amor? reflexão?
 Acho que talvez seja um texto de pura dor no coração.
Já se sentiu fora do tempo, mas sem o tempo parar?
Fora do ambiente, das pessoas, do seu bem-estar?
Talvez as coisas sejam assim, misturadas, confusas e muitas vezes exatas demais.
Talvez o que a gente descuida, seja muitas vezes deixado pra trás.
Eu não quero renunciar ao amor de que muita gente tem por mim.
Sei que talvez metade já perdi, mas por favor podem me ouvir?
Eu quero gritar ao amor, um grito de amor aqui nessa solidão.
Um grito ao amor sincero, sem remédio, sem solução.
Quero a alegria de volta, a liberdade de viver.
Quero ser feliz de volta, talvez com ou sem você.

Ana Carolina Machado


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ser feliz





Hey, eu sei que é capaz de enxergar coisas em mim do que jamais eu vi. Sei que o aroma do meu perfume te atordoa e você sabe que seu sorriso é covardia quando você me irrita. Eu sei a sua fruta favorita, eu sei vendo o seu olhar que você se importa. Então não olhe por detrás da porta, é feio espionar. Deixa o futuro acontecer, salve de si mesmo e eu sei que nós podemos. Se há algum problema, eu peço que seja forte como daquela fez que desmoronou, mas mesmo assim me segurou e limpou minhas lágrimas com o seu olhar. Eu sei que a gente pode, sei que você sempre esteve aqui e eu quero estar ai, por você, por mim, enfim, eu quero ser feliz.  


Ana Carolina Machado 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Três e meia




Três e meia da manhã. Deitada na cama, em frente à tela do computador. Estou sendo inundada por você de novo. Todas as nossas risadas, aquelas conversas "amigáveis" que sempre tinham um significado a mais, os passeios mais loucos, os sonhos mais ridículos que eu compartilhei com você, tudo está de volta. O que será que isso significa? Será que eu sinto falta do que a gente era? Do quão inocentes a gente se sentia ou pelo menos parecia, quando se tratava de nos descobrir, de encontrar o amor? Acho que sinto falta da alegria, da novidade que tudo isso parecia. Sinto falta da vontade que eu tinha ao te ver e que se saciava só em esperar vinte minutos até você chegar em casa para me buscar. Acho que não notei como tudo isso era legal. Importante. Detalhes assim a gente nunca vê. Ou melhor, a gente vê, mas só quando não tem mais. Mas sabe, eu ainda sigo feliz. Apesar da distância e da enorme falta que você me faz, ainda tenho sua voz pra me confortar, basta apenas te ligar. Ainda vejo seu rosto, não importa que seja pela internet. Ainda vejo seu sorriso, quando te digo que você é o garoto mais perfeito desse mundo. Ainda me sinto sortuda em te ter por aqui, não importa que você esteja ai, a quilômetros de distância de mim. Não importa. Quando a gente ama, a gente carrega a pessoa dentro de nós, dentro do coração e da alma. 



Ana Carolina Machado 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Até quando?





Pareceu oportuno ouvir músicas melancólicas no estado em que estou. Sei que já se tornou cansativo sentir sua falta. Pra mim, pra você, pra todo mundo já não tem mais graça repetir essas palavras. É que preciso me reconfortar de alguma forma. Seja ouvindo a música que não pára de tocar, seja por essas lágrimas que não têm mais vergonha em cair ou seja por aqui escrevendo para você, mesmo sem você saber ou chegar a ver isso um dia. Eu só preciso desabafar, desabar em algum lugar, porque dentro de mim eu já não suporto mais. Minhas forças já estão esgotadas, minha cabeça dói, meus olhos embaçam, meu corpo inteiro dói por carregar essa dor sozinha. Sei que parece loucura tudo isso, afinal você ainda está aqui. Mesmo  a quilômetros de distância ainda estamos aqui...mas, será? Será que esse tempo é a nossa prova? É a prova que precisamos pra realmente valer a pena? Isso tudo vale a pena? Essas são perguntas que dia e noite vagam pela minha cabeça e impedem meu sono. Será que sou só eu? Às vezes acho que sou idiota por ter tanto medo da inconstância das coisas. Acho que já deveria estar acostumada, afinal, já sou bem grandinha pra saber que o mundo não é todo certinho. Há muitos improvisos nessa vida, mas eu não consigo. Eu não consigo acompanhar essa vida, eu gosto de coisas certinhas, tudo preto no branco, tudo planejado. É difícil ser assim, ainda mais agora que me sinto afundando mesmo sem sair do lugar. É, acho que não vou achar as respostas que procuro por agora, mas consegui acalmar meu coração por enquanto... até quando? 



Ana Carolina Machado 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pra sempre




Fios de cabelo liso. Espetados. Pendendo para um lado. Sorriso largo, mas os dentes ele não mostra. Mesmo assim ele possui o sorriso mais lindo que eu já vi. Seus olhos passeiam sobre o meu rosto. Não consigo parar de beijá-lo. Sua mão acaricia meu cabelo e eu o pego para um abraço. O único abraço que me encaixo perfeitamente. As palavras que saem da sua boca, se tornam melodia e não consigo parar no lugar. Saio rodopiando pela sala e ele me pega pra dançar. Sua mão pequena e dura, é macia e acaricia meu rosto, que parece de vidro ao ponto de quebrar. Me torno uma mulher ao seu lado. Uma criança. Uma menina. Sou todas as coisas que posso sonhar e ele me faz realizar. Onde o encontrei? Ele me encontrou. E, meu coração, meu pequeno coração abriu espaço para ele entrar. Ele se tornou meu mundo. Como isso pôde acontecer ? Eu era capaz de ter todas as respostas, todas as certezas do mundo. Mas agora, não sei mais nada. Minha cabeça tenta se comunicar comigo, meu coração grita mais alto e eu o escuto. Aquele doido coração. Acho que nunca vou deixá-lo partir. Mesmo que talvez seja inevitável fisicamente, eu não vou deixar ele partir de mim. Se repartir em mil pedaços para eu juntar depois. Vou guardá-lo na minha caixinha de memórias. Vai ser mais seguro. Nos dias frios e o tiro para me confortar. Nos dias de calor e o levo pra passear. Acho que ele estará comigo sempre. Pra sempre. 


Ana Carolina Machado 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Viva a Anormalidade



Resolvi assumir que não sou normal. Acho que ninguém em sã consciência se acha normal. Pra falar bem a verdade, acho que pessoas normais são chatas, monótonas e certinhas. Sim, não reclamo de pessoas que são corretas nos seus atos, que vivem com honestidade e tudo mais. Não é isso. Eu falo de pessoas que não conhecem a vida, não experimentam explorar, não experimentar entrar em lugares diferentes, fazer viagens   ou mudar a cor do cabelo (ainda não tentei fazer isso). Eu falo dessas pessoas. Pessoas que vivem suas vidas 'normais', com seus empregos, sua rotina maçante, todo santo dia. Não mudam a direção quando voltam pra casa ou não se permitem comer alguma coisa gostosa, para não fugir da dieta. Eu particularmente acho que a vida é curta, é muito mais curta do que achamos. A gente não sabe o que estamos fazendo aqui e nem pra quê certo? Então por quê não aproveitar a oportunidade?  Mas, muita calma, não estou falando de você sair por ai não se importando com nada, pichando muros e tacando pedra nos outros. Não é disso que falo. Além do que vivemos em sociedade e temos que respeitar os direitos dos outros e eles os nossos e agir de acordo com a ética. 
O que quero dizer é se arriscar em algum sonho que tiver, se você achar mesmo que vale a pena vai em frente. Não ligue pro medo, não escute as críticas e dê a mão pra sua fé. A vida é muito curta e você quer que ela ainda seja chata vivendo assim, nessa normalidade? 


Ana Carolina Machado 




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Aquela garota



Resolvi me enxergar melhor. Não o esteriótipo, não o espelho. Eu resolvi encarar a garota que vive dentro de mim. Aquela que fala. Aliás, ela nunca para de falar. Aquela que vive em minha alma e que muitas vezes prefiro mantê-la calada. Prefiro não mostrá-la para o mundo porque não quero vê-la se quebrar falando o que pensa, indo de frente aos seus interesses, mas no entanto quem se quebra sou eu. Sou eu que não luto, sou eu que não falo, sou eu que aceito tudo, sou eu que falho. A gente sempre acha que se moldando ao formato dos outros, vamos nos encaixar, mas aí é que tá. Não precisamos se firmar em opiniões alheias, temos que formar nossas opiniões, acreditar que valemos a pena e se alguém fizer cara feia pra gente, vamos mostrar nosso brilhante sorriso e seguir em frente. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, só tem que saber respeitar.
Sabe, foi ela quem me ensinou isso e aos poucos eu fui descobrindo a garota incrível que eu escondia aqui, bem aqui dentro de mim. Estava tão perto e eu não vi. Agora ela me estende a mão esperando que eu a pegue. Não sei se devo, mas é o que me resta. E eu vou em frente, agora a gente se dá bem, ela se intromete às vezes nos meus assuntos, me faz falar, me faz criar coragem que eu mesma não sabia que tinha, me faz ver as coisas de outra maneira, uma maneira mais decidida, mas firme e por que não mais divertida também? É, essa garota é mesmo incrível. E essa garota, sou eu. 


Ana Carolina Machado 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quase duas décadas




Sentada na cadeira, de frente a essa tela em branco e me vejo só. Olho o relógio, são quase meia-noite. Me sinto só de novo, mas de repente você me faz lembrar que ainda posso contar com você através de uma mensagem no celular....ainda conto com você por quase duas décadas. Acho que já deveria ter me acostumado a ter você aqui, me desculpe pelas besteiras que fiz ou por ter achado que quis te tirar da minha vida. Não era nada disso. Eu não sabia pra onde ia, eu não sabia quem queria ser. Mas você de novo veio e me mostrou o caminho. Você me mostrou que não é vergonha nenhuma ser do jeito que a gente é, gostar de coisas absurdas ou não curtir coisas que a maioria gosta. Você me ensinou que a gente deve sim falar quando não gostamos de alguma coisa e não esconder sentimentos, não esconder rancores ou mágoas. Acho que a vida seria diferente, seria sem graça se eu não tivesse você comigo. Se não tivesse você para colher meus sorrisos, compartilhar minhas palhaçadas e conter minhas lágrimas. Obrigada por tudo amiga, por todas as palavras, conselhos, broncas, brincadeiras, aventuras, descobertas. Serei grata a você sempre por ter aparecido na minha vida. Sabe, ela pode ter nos distanciado, mas mesmo assim a gente não se perdeu, você ainda está aqui e eu ainda estou ai. Por você. Desde sempre, como sempre e pra sempre. Sempre. 


Ana Carolina Machado