Três e meia da manhã. Deitada na cama, em frente à tela do computador. Estou sendo inundada por você de novo. Todas as nossas risadas, aquelas conversas "amigáveis" que sempre tinham um significado a mais, os passeios mais loucos, os sonhos mais ridículos que eu compartilhei com você, tudo está de volta. O que será que isso significa? Será que eu sinto falta do que a gente era? Do quão inocentes a gente se sentia ou pelo menos parecia, quando se tratava de nos descobrir, de encontrar o amor? Acho que sinto falta da alegria, da novidade que tudo isso parecia. Sinto falta da vontade que eu tinha ao te ver e que se saciava só em esperar vinte minutos até você chegar em casa para me buscar. Acho que não notei como tudo isso era legal. Importante. Detalhes assim a gente nunca vê. Ou melhor, a gente vê, mas só quando não tem mais. Mas sabe, eu ainda sigo feliz. Apesar da distância e da enorme falta que você me faz, ainda tenho sua voz pra me confortar, basta apenas te ligar. Ainda vejo seu rosto, não importa que seja pela internet. Ainda vejo seu sorriso, quando te digo que você é o garoto mais perfeito desse mundo. Ainda me sinto sortuda em te ter por aqui, não importa que você esteja ai, a quilômetros de distância de mim. Não importa. Quando a gente ama, a gente carrega a pessoa dentro de nós, dentro do coração e da alma.
Ana Carolina Machado

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