terça-feira, 30 de abril de 2013

O que vi da vida?



Resolvi fazer um post diferente hoje. Resolvi refletir sobre a vida, sobre o que eu vi, vivi, sobre o que eu aprendi. Confesso que fiquei inspirada nessa ideia depois de ver um vídeo de uma moça falando sobre sua experiência de vida e sobre o que aprendeu das experiências que teve. Resolvi rever minha vida e me surpreender com os achados. Então vamos lá! :) 

O que aprendi? O que aprendi da vida? Sobre a vida? Sempre achei difícil responder essa pergunta. Responder sobre mim mesma, refletir a meu respeito sempre foi um certo tipo de aversão pra mim. Que sentido faz já que escrevo sobre sentimentos o tempo todo no blog, não é mesmo? Bom, o fato é que sou romântica por natureza, então escrever sobre amor e desamor é natural para mim, porém quando se fala em olhar mais de perto, ou melhor pra dentro de você, a coisa muda. Já tentei várias vezes, até saíram textos legais sobre isso, mas hoje resolvi mergulhar a fundo no assunto. Estou em buscas de algumas respostas e acho que isso vai ajudar a me encontrar. Não sei bem como começar esse assunto, então vou de uma vez mesmo. Eu acredito que o que eu tenha aprendido sobre a vida, aliás, essa pequena parte de vida que conheci, tenha sido que as coisas mudam. Não importa o quanto você se esforce pra continuar onde está, tudo muda e tudo tem que mudar. Esse é o segredo de se viver. Mudança. Essa palavra sempre me assustou e confesso que hoje ainda provoca uma certa aversão em mim, mas já não é tão grande assim. Se você olhar bem, a mudança faz parte do nosso crescimento. Apanhei muito para aprender que nem tudo é como a gente quer. Às vezes temos que dar licença para o outro ou então correr atrás daquele sonho que insiste em esconder de nós. Acho que mudança é isso. Sobreviver nas diversas situações que a vida vai te colocar e saber ser flexível a partir disso e correr atrás dos seus objetivos seja eles quais forem. Olhando para trás, vejo que o medo de mudança deixou que eu perdesse diversas oportunidades, além é claro da timidez, que era muita também. A vida me ensinou que não é ruim ser bom. Sabe, as pessoas podem se aproveitar disso, tirar proveito de você. O ser humano é assim, mas não custa nada uma boa ação por dia, um gesto de carinho, atenção, isso melhora o dia de muitas pessoas e quem sabe assim o mundo não fique um lugar ainda melhor de se viver né? Outra coisa que vi da vida é a aventura. Pois é, logo eu que tinha medo de mudanças falando em aventura. Posso dizer que quando comecei a conhecer o mundo, as pessoas fui ficando menos medrosa e passei a querer agarrar cada oportunidade, cada momento, viver com mais intensidade e agora estou na vibe de conhecer o mundo, fazer várias viagens e ter estórias para contar. Parti disso foi por causa da experiência do ano passado quando fui para a Europa. Que continente lindo! Acho que descobri minha vocação. Viajar. Mas primeiro preciso ganhar na mega-sena. HAHA. Ah, outra coisa importante que a vida me ensinou, foi conhecer o amor. Não só por outra pessoa, mas, também por mim. Eu me apaixonei por mim e nunca havia reparado como eu não me conhecia em nada até chegar o amor e balançar tudo, virar tudo de cabeça pra baixo, revirar todas as coisas que eu tinha como certa. Tive que me reequilibrar e foi ai que eu me descobri, me descobri uma pessoa totalmente diferente do que eu achava que fosse. Me permiti libertar os sentimentos, sentir realmente as coisas, parar de guardar e começar a falar tudo, tudo mesmo. E foi ai que me senti mais convencida a me aventurar mais, a descobrir o que a vida pode me dar. Foi isso que eu vi da vida por enquanto nesses 20 anos de existência (quase 21). É, espero que ela e eu sejamos boas amigas até daqui a muito tempo, quando eu partir. Enfim, é isso que eu vi da vida.

Ana Carolina Machado 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cadê você?



Ei, cadê você? É. Você mesmo. Não se esconda não, já cansei de te procurar por aí. Em cada buraco, cada esquina, cada beco você encara meu olhar e quando pisco você se vai. Será quem um dia vamos ter tempo suficiente para sentar e conversar? Para eu saber das suas cores favoritas, suas comidas, seus livros, filmes e piadas. Saber como anda a vida e se ainda faço parte dela. Está se tornando mais difícil os quilômetros de distância que nos atrapalham. A paciência já avisou que em breve irá partir e eu. Bom, eu tenho esperança que isso tudo acabe logo e que eu possa finalmente olhar pra você e dizer: finalmente a gente se encontrou.  Mas nada pode ser tão simples assim não é? A vida sempre arranja um jeito de complicar. Pra quê? Não sei, mas talvez ela esteja curtindo com a nossa cara. Já perdi a conta de quantos textos escrevi só para diminuir o vazio que se instalou em mim. Perdi a conta de quantas vezes roí a unha, por ansiedade, saudade de você. Acho que nem me conheço mais. Não consigo controlar mais nada. Meus sentimentos agem por conta própria, sem permissão de partida. Meus desejos se tornaram desesperos e minha vida ficou de cabeça pra baixo. Virou uma confusão e agora não consigo mais me achar em nenhum lugar.  Já estou nessa confusão a tempos demais. Ficar nesse ciclo cansa. Então, cadê você? Cadê os nossos planos? Nossas risadas? Nossos olhares? Abraços? Vontades? Me diga, cadê você? 



Ana Carolina Machado 

domingo, 14 de abril de 2013

Grito ao Amor



Hoje o dia está estranho, parece que o tempo parou.
A cidade anda calada, cadê o seu grito ao amor?
Eu renunciei a muito tempo a quem não soubesse amar
pequenos detalhes da vida, aqueles que fazem a gente lutar.
Talvez este seja mais um texto de poesia? amor? reflexão?
 Acho que talvez seja um texto de pura dor no coração.
Já se sentiu fora do tempo, mas sem o tempo parar?
Fora do ambiente, das pessoas, do seu bem-estar?
Talvez as coisas sejam assim, misturadas, confusas e muitas vezes exatas demais.
Talvez o que a gente descuida, seja muitas vezes deixado pra trás.
Eu não quero renunciar ao amor de que muita gente tem por mim.
Sei que talvez metade já perdi, mas por favor podem me ouvir?
Eu quero gritar ao amor, um grito de amor aqui nessa solidão.
Um grito ao amor sincero, sem remédio, sem solução.
Quero a alegria de volta, a liberdade de viver.
Quero ser feliz de volta, talvez com ou sem você.

Ana Carolina Machado


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ser feliz





Hey, eu sei que é capaz de enxergar coisas em mim do que jamais eu vi. Sei que o aroma do meu perfume te atordoa e você sabe que seu sorriso é covardia quando você me irrita. Eu sei a sua fruta favorita, eu sei vendo o seu olhar que você se importa. Então não olhe por detrás da porta, é feio espionar. Deixa o futuro acontecer, salve de si mesmo e eu sei que nós podemos. Se há algum problema, eu peço que seja forte como daquela fez que desmoronou, mas mesmo assim me segurou e limpou minhas lágrimas com o seu olhar. Eu sei que a gente pode, sei que você sempre esteve aqui e eu quero estar ai, por você, por mim, enfim, eu quero ser feliz.  


Ana Carolina Machado 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Três e meia




Três e meia da manhã. Deitada na cama, em frente à tela do computador. Estou sendo inundada por você de novo. Todas as nossas risadas, aquelas conversas "amigáveis" que sempre tinham um significado a mais, os passeios mais loucos, os sonhos mais ridículos que eu compartilhei com você, tudo está de volta. O que será que isso significa? Será que eu sinto falta do que a gente era? Do quão inocentes a gente se sentia ou pelo menos parecia, quando se tratava de nos descobrir, de encontrar o amor? Acho que sinto falta da alegria, da novidade que tudo isso parecia. Sinto falta da vontade que eu tinha ao te ver e que se saciava só em esperar vinte minutos até você chegar em casa para me buscar. Acho que não notei como tudo isso era legal. Importante. Detalhes assim a gente nunca vê. Ou melhor, a gente vê, mas só quando não tem mais. Mas sabe, eu ainda sigo feliz. Apesar da distância e da enorme falta que você me faz, ainda tenho sua voz pra me confortar, basta apenas te ligar. Ainda vejo seu rosto, não importa que seja pela internet. Ainda vejo seu sorriso, quando te digo que você é o garoto mais perfeito desse mundo. Ainda me sinto sortuda em te ter por aqui, não importa que você esteja ai, a quilômetros de distância de mim. Não importa. Quando a gente ama, a gente carrega a pessoa dentro de nós, dentro do coração e da alma. 



Ana Carolina Machado